20/06/2008 18:17
Por que acabou?
Por que acabou?
Voltando no avião pra São Paulo, liguei o meu MP3 e fiquei ouvindo Bye bye Suzy, do Marc Ford. Fiquei pensando no quanto as relações naturalmente se deterioram, mas cheguei à conclusão de que as pessoas não. As pessoas se mantêm íntegras e dignas. Então entendi que as relações, tal como as idealizamos, podem até acabar, como inevitavelmente acabam, mas o amor pelas pessoas não acaba nunca. Se for de verdade, é pra sempre. Foi o que aprendi revendo essas três mulheres fundamentais na minha vida. Foi o que senti quando o avião aterrissou em São Paulo. É o que estou sentindo agora, enquanto escrevo este texto. É o que vou sentir logo mais de madrugada, quando já estiver embriagado e ouvindo os meus amigos cuspindo bravatas. Eu vou rir suavemente com um ar de triunfo no rosto e eles não vão entender o motivo. Ah, é bom se sentir assim. Por baixo de todo o barulho, alguma espécie de paz.
Mário Bortolotto é escritor (Bagana na chuva e Mamãe não voltou do supermercado), dramaturgo (Prêmio Shell de 2000 por Nossa vida não vale um Chevrolet), diretor (com duas peças em cartaz em São Paulo, O natimorto e Tape), ator (acabou de filmar como protagonista o filme Augustas, de Francisco César Filho) e vocalista das bandas de rock e blues Saco de Ratos e Tempo Instável
Li esta tarde a reportagem bacana, Faixas Riscadas, na revista TRIP. Ela convidou o dramaturgo Mário Bortolotto a encontrar três ex-namoradas e entedender por que as relações terminaram. Viajei na leitura escutando a trilha sonora preferida do autor, o que me aproximou muito de tudo. Experimente, é muito legal se transportar dessa maneira para o universo alheio .
No final ele fez a conclusão que mais me agrada sobre as relações e o amor, por isso cito no início deste post. Leia a também matéria escutando Van Morrison. Vale muiiiito a pena!
http://revistatrip.uol.com.br/167/faixas/home.htm
enviada por tatimarchesan
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|